Antigas aplicações Oracle Forms/Reports. O que fazer com elas?

Ciclo de vida

Inicio este artigo falando sobre o ciclo de vida das ferramentas de desenvolvimento Oracle. Ciclo de vida, compreende um produto desde sua fase de lançamento, aquisição de maturidade através de inúmeras correções, patchsets e minipatches, até a sua completa substituição por uma nova versão/release, mudança de arquitetura ou o lançamento de um novo produto.

Obsolescência

Atualmente, muitas empresas ainda possuem aplicações grandes e complexas em releases antigos da plataforma Oracle, mais específicamente em Forms/Reports 4.5, 6i ou anterior. Estas versões já encerraram seu ciclo de vida, o que singnifica que suas aplicações estão fora da matriz de suporte e compatibilidade, e que se torna mandatório planejar em seus próximos orçamentos de T.I., investimentos para sua modernização. Oracle declara em seu documento “SOD – Statement of Direction (2009) para ferramentas de desenvolvimento”, que as ferramentas Forms/Reports não serão descontinuadas, porém a Oracle recomenda fortemente que as empresas se mantenham no topo de sua pilha de tecnologia (últimas versões), para garantir a plena estabilidade de seus produtos.

Modernização e Refactoring

A sequência de modernização recomendada ficaria da seguinte forma:
Duas camadas (Client-Server 4.5/6i ou anteriores) -> Três camadas (adição de Middletier em 11g) -> 100% Web/J2EE em ADF 11g.

Para aquelas empresas que pensam em simplesmente modernizar suas aplicações Forms/Reports, o caminho mais adequado, seria um projeto de migração de para a última versão (11g), modificando sua arquitetura de duas para três camadas. Para aquelas que alêm de modernizar suas aplicações, também têm o objetivo de seguir a tendência da tecnologia Oracle, o caminho mais adequado seria um projeto de refactoring (reescrita de parte do código) de suas aplicações para a arquitetura J2EE ADF 11g. A arquitetura ADF 11g utiliza o paradigma MVC (Model-View-Controller), dividindo a lógica da aplicação em camadas distintas: Controle, Modelo e Visual, o que permite o isolamento da lógica de negócios da aplicação da camada visual (front-end). Neste último modelo, o projeto certamente ficaria mais extenso e com custo mais elevado, porém garante um ciclo de vida mais longo e um visual mais leve e moderno às antigas aplicações.

Em resumo, seja qual for o caminho adotado: migrar ou refazer, o ponto é que existem caminhos viáveis para a modernização destas aplicações. É muito importante também optar por um profissional ou consultoria que tenha experiência e casos de sucesso neste tipo de projeto.

Eduardo Arruda – eduardo.arruda@domainconsult.com.br

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